Esta viagem compensa qualquer transtorno, aborrecimento ou monotonia que se venha a viver até a chegada em Mendoza. Não que de Porto Alegre a Uruguaiana não tenha valido a pena, mas não se compara a nada do que vivemos neste novo trecho de estrada. Para começar, dirigir em estrada de montanha é sempre muito mais prazeroso – pelo menos para mim – do que dirigir em linha reta em uma autovia. Depois, a paisagem é gratificante, há muitas cores, ar fresco e surpresas a cada curva ou a cada nova sombra.
Em Mendoza, como já comentamos na postagem anterior, ficamos hospedados no IBIS (deixa a desejar em asseio e capricho aos demais IBIS – e outros hotéis da rede - que conhecemos). Para quem vai ao CHILE, encontrar o caminho a partir deste hotel é muito simples. Basta ingressar na ruta 7 (aquela que nos trouxe desde San Francisco) e seguir em direção ao centro de Mendoza até o entroncamento onde há o monumento ao Condor.
Ali, seguindo a orientação dos carteles,ingressamos, à esquerda, na ruta 40 e desta, agora à direita, outra vez na ruta 7 que nos levará até o CHILE. O Acesso a esta última não está muito claro, há que prestar muita atenção.
Outra coisa importante: a gasolina chega a ser, em Mendoza, até um peso mais barato por litro, porém encontrar um YPF que aceite cartão de crédito é uma “missão impossível”. De qualquer modo, quem for se aventurar, coloque gasolina para chegar até – no mínimo – Los Andes, Chile, pois só encontrará postos em Uspallata e com preços bem mais altos.
Além da beleza da estrada, há três pontos de parada “obrigatória” até a chegada à fronteira com o Chile:
1) Estrada perto de Uspallata.
2) Puente del Inca. Aqui a parada é rápida; apenas para conhecer esta ponte natural que dizem ter sido usada como travessia pelos Incas. O local é infestado de bancas que vendem lembranças e de excursões que vêm de Mendoza para passar o dia na estrada e conhecer suas belas paisagens.
3) Parque do Aconcágua. Aqui vale a pena parar e ficar, no mínimo, duas horas. Tanto na Puente del Inca quanto no Parque do Aconcágua o ar é rarefeito; ambos locais ficam a mais de 3000m de altitude e logo que se desce do carro tem-se a sensação de ter corrido 100m rasos, mas passa logo e num instante já se está acostumado. O ingresso ao parque custa $10,00 por pessoa. Este valor + $3,00 para atravessar o túnel que liga ao Chile é tudo que gastará, em contado, para atravessar esta estrada. Se não quiser conhecer o parque, gastará apenas $3,00.
Saindo do parque, sobe-se um pouco mais e o carro começa a sentir os efeitos da altitude. Rende menos, mas dura pouco, pois logo em seguida vem o túnel (no meio do qual passamos para o Chile) e, logo após, a aduana. Esta é a única parada OBRIGATÓRIA e prepare-se para perder umas boas duas horas em fila e apresentação de documentos.
Terminado o calvário, anda-se mais um pouco e logo se começa descer a montanha através dos “caracoles”. São mais de vinte curvas. Se bem me recordo, vinte e quatro. Não há guard rails. Faz-se lentamente, pois há muitos caminhões e o ângulo das curvas não permite que se desenvolva grandes velocidades. A paisagem nesta parte dos Andes chilenos não se compara ao trajeto em território argentino. É pedregoso e monocromático. Espetacular, mas não lindo como o percorrido até aqui.
Uma vez no “chão” o final da viagem segue através de auto estradas muito superiores às percorridas até então, porém com pedágios muito mais caros. Atenção: não saia da Argentina sem pesos chilenos!
A chegada em Santiago não é muito bem sinalizada para quem não conhece a cidade como um cidadão local. Caímos em uma zona muito feia (uma espécie de Sapucaia – RS), mas não tardamos a encontrar quem nos desse indicações de como chegar ao hotel, localizado ao lado da Estação Central, na Alameda. Quando, depois de muito penar em engarrafamentos (impossível de se andar de automóvel em Santiago), decidimos pedir informações a duas carabineras montadas em suas super scooters, estas nos escoltaram até próximo ao hotel, ou seja, até a entrada na Alameda. Em Santiago estacionamos o velho 405 na garagem do hotel (compartilhada com a da estação de ônibus) e só o tiramos dois dias depois para viajar a Valparaiso e Viña del Mar, cumprindo nossa travessia de costa a costa.
Santiago é uma cidade belíssima e que merece ser visitada com calma, mas a descrição da cidade não é tema para este BLOG. Vá, pois, conhecê-la!













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