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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

De Mendoza a Cordoba.


Desta vez chegamos lá.
E também foi desta vez que tivemos nosso primeiro contato com a corrupção da polícia argentina.
Poderíamos ter ido pela serra, que dizem ser muito bonita, mas como estávamos voltando, eram muitas horas de estrada e queríamos chegar o mais cedo possível, tomamos a ruta 7 até Villa Mercedes, de lá a ruta 8 até Rio Cuarto e daí em diante a ruta 36 até Córdoba.
Logo na saída de Mendoza há vendedores de azeite, azeitonas e outras conservas na beira da estrada. Paramos para comprar azeitonas.

Na província de São Luis entrei em um YPF para abastecer e acabei esquecendo de ligar os faróis ao voltar para a estrada. Para meu azar, nem dez quilômetros depois havia uma blitz. O policial nos parou e me perguntou das luzes. Fiquei surpreso, pois sempre trafego com elas acesas, inclusive nas estradas brasileiras. Pediu-me para parar no acostamento para conversarmos. Pra começar, me perguntou da minha profissão. Depois veio falando da multa por trafegar com faróis apagados (bastante grande) que poderia ser paga no ato com 50% de desconto ou na fronteira sem desconto algum. Logo perguntou como eu queria fazer. Disse a ele que queria que me desculpasse, pois foi a primeira vez em milhares de quilômetros que havia esquecido das luzes e que não haviam ficado apagadas por mais de cinco quilômetros. Que me desse uma advertência. Enrolou, enrolou e disse que até poderia me liberar, mas que eles recebem uma comissão de 10% por multa aplicada e que ele perderia este ganho; com quanto eu poderia contribuir. Disse a ele que não tinha mais do que alguns pesos além do dinheiro do pedágio e que, portanto, não dispunha de muito. Perguntou-me quanto seria este pouco. $20,00. Topou, me pediu para buscar no carro, disfarçar e colocar na bolsa da porta da caminhonete... Devolveu-me os documentos e segui viagem. Não pediu para olhar coisa alguma da lista de acessórios fornecida pelo consulado em Porto Alegre. Nem quis saber se eu tinha ou não.


A viagem até Córdoba foi tranqüila; autovia até Va. Mercedes e de lá em diante pista simples, mas em muito boas condições. Até Villa Mercedes a estrada estava quase vazia, mas no trecho mais próximo a Rio Cuarto e daí até Córdoba havia muitos caminhões. 


A chegada em Córdoba foi tranqüila e, diferente de Santiago, a busca pelo hotel foi bastante simples e rápida. A população se mostrou bastante simpática – não tanto quanto a de Mendoza – e todos a quem pedimos que nos indicassem o trajeto foram sempre muito prestativos e eficientes.
Chegamos no hotel, deixamos o carro e pegamos um remis até o centro – que vale muito a pena ser visitado - , de onde, após jantarmos, voltamos de taxi.


Amanhã, 28/01, viajaremos a Paso de los Libres e reingressaremos no Brasil.

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